Maior arma do político é o discurso

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Milton Parron
Escrito por Milton Parron

Em época de eleição, não há como não recordar a figura de um político que há muito faleceu, já vai para 27 anos … ele morreu em fevereiro de 1992. Jânio da Silva Quadros. Folclórico, mas inteligente, arguto, tinha propostas de governo muitas das quais realizou, outras ficaram na promessa. Suas entrevistas não provocavam o sono que as dos políticos entrevistados hoje em dia costumam provocar. Quando divagava, para fugir a pergunta que não tinha como responder, não era enfadonho porque tinha facilidade em igualar-se aos melhores humoristas de sua época. Ele era prefeito de São Paulo em 1987. Para falar de problemas administrativos da cidade sua assessoria convocou uma coletiva de imprensa. Assunto político dominante na ocasião era a Assembleia Nacional Constituinte de 1987 instalada no começo do ano,e, também falava-se muito na realização de um plebiscito para que o povo escolhesse o regime de governo conveniente para o Brasil – República ou Monarquia – não deu outra. Perguntaram sobre tudo a Jânio, menos sobre sua administração que era o objeto da coletiva:

Essa sagacidade aliada a linguagem do povo, palavra fácil e de forte convencimento, levaram Jânio Quadros de vereador a presidente da República em apenas 13 anos, período em que também foi eleito deputado federal pelo Paraná, deputado estadual por São Paulo, prefeito de São Paulo, governador de São Paulo e presidente da República. Só não foi senador porque não se candidatou. Um fenômeno como alguns outros daquela geração: Getúlio Vargas, Carlos Lacerda, Adhemar de Barros, Juscelino Kubitscheck para citar alguns, porém, a lista não vai muito além disso.

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